quinta-feira, 5 de maio de 2011

Meninice

A guriazinha espera na janela o sol abrir

Fecha os olhos e faz uma prece

Ela esquece que na verdade já é extremamente feliz

terça-feira, 3 de maio de 2011

Vidros fechados

Céu acinzentado

Chuva fininha

Café quente

E eu aqui frente a frente com os velhos medos pungentes.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Minha ladainha

Quem me protegerá de mim mesma?

Buscarei dentro de mim a paz que preciso.

Me impedirei de projetar grandes emoções.

Sim, criarei a cura para o meu próprio mal.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Declaração

Disfarcei o sorriso, mas ele estava aqui latente.

Fechei os olhos, mas o brilho ofuscante continuou lá.

Entreguei-me enfim à intensidade do sentimento que pulsa.

Surpreendi-me diante do que me parece ser a verdadeira felicidade.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Meia noite

Chove lá fora e dói aqui dentro.
Sentindo a realidade, finjo que não fantasio.
Fecho os olhos e tento afastar o medo.
Me perco, então.
E perdida, me desespero.
O sono acaba chegando.
Ele não tem mais fugido.
Nasce um novo dia.
Desperto e construo um novo castelo.
Não tenho jeito.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Tempo aqui dentro

O meu lado de dentro tem acompanhado sim os fenômenos climáticos.
O brilho da lua, refletiu no fundinho do meu ser.
Tem chovido torrencialmente, lá fora e aqui dentro.
Os fenômenos provocaram pequenas epifanias.
Entre lágrimas e sorrisos, vou seguindo.
Gosto da sensação que estou sentindo.
É bom ter tudo o que preciso.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Noite de luar

Uma mulher completamente feliz, foi assim que me senti naquela noite. Vi a consolidação de um amor antigo e lindo do qual a tempos ouvia falar. Fui testemunha do sonho de alguém que é raio de sol em minha vida. E eu estive com pessoas que me fazem forte e extremamente feliz, com seus olhares, simplesmente. Chorei todas as lágrimas de emoção que tanto precisava. Retomei minha fé em um mundo melhor, a base de amor. Acreditei ainda mais no meu sonho de viver a vida ao lado dele, do homem que é o meu amor. E uma lágrima cai, só de relembrar. Ficará em minha lembrança, certamente. Será que foram as águas de março? Talvez o fenômeno da lua... Selamos a noite, apenas eu e ele, frente a frente, refugiados em nosso amor!