quinta-feira, 30 de abril de 2009

Epifania?!

"Epifania é uma súbita sensação de realização ou compreensão da essência ou do significado de algo. O termo é usado nos sentidos filosófico e literal para indicar que alguém 'encontrou finalmente a última peça do quebra-cabeças e agora consegue ver a imagem completa' do problema. O termo é aplicado quando um pensamento inspirado e iluminante acontece, que parece ser divino em natureza."

(Fonte: Wikipédia)

Será mesmo uma epifania?
Talvez uma catarse!

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Imagination


“O Mundo cresceu tanto para mim que quase Santa-Rosa se reduzira a um quase nada ... Homem, senhor do meu destino”

José Lins do Rego

E o mundo desta que vos escreve cresce a cada dia em uma velocidade que surpreende.

Penso tanto que quase enlouqueço e essa loucura traz uma sensação alucinantemente boa.


Agora aguardo a chuva e o vento.
Acordo com muitos planos.
Durmo com muitos sonhos.


quinta-feira, 23 de abril de 2009

Constatação

"Quando eu mudo, o mundo muda."

Brahma Kumaris

Essa frase faz cada dia mais sentido na minha vida.
E chega a assustar.
Às vezes tenho medo de mim!

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Enquanto isso...

A vida está em ritmo acelerado.
Minha mente está dividida entre cotações de passagens aéreas, Revolução Russa, a Grande Guerra, los complementos, o Turismo no meio rural, a culturalização da paisagem, os museus étnicos, a Microeconomia, viagens e tantos outros pensamentos. Trabalhos, metas, reportagens, provas, projetos, oficinas...

Tudo pré-agendado. Será?
Ah, e não esqueci do lazer, ele também está pré-agendado.
Não há do que reclamar.

E as mutações seguem, assustando até mesmo alguns que pensavam que conheciam aquela com quem convivem há tantos anos.

Um belo dia resolvi mudar!
E você?

Regalitos, recuerdos.

Um dia desses fui procurar um papel no meu quarto e acabei encontrando minha Caixinha de Recordações. Desisti de procurar o papel, esqueci de tudo quando abri a caixa.

Nela tenho guardado bilhetes, cartas, papéis de chocolate, figurinhas com dedicatória, guardanapos e tantas outras coisinhas pequenas no tamanho, amareladas, danificadas pelo tempo, mas repletas de significado para mim.

Foi inevitável conter a emoção relendo e revendo o que continha na caixa.
Depois de remexer em tudo aquilo, fiquei a pensar: não posso perder totalmente o hábito de escrever recadinhos em papel. Mesmo que as pessoas coloquem fora, acredito que ainda existem aquelas que guardam e que um dia irão achar, reler e lembrar dos bons momentos. Minha caixa não traz só palavras bonitas e declarações de amor e amizade. Existem nela também palavras engraçadas, que só fazem sentido para mim e para quem me escreveu...

Confesso que já não escrevo mais tanto para meus amigos. Acabo culpando o tempo e quando escrevo, termina sendo um e-mail, scrap ou depoimento. Coisas virtuais que se apagarão!

Com isso, me questionei também quando foi a ultima vez que escrevi algo palpável e entreguei para alguém. Percebi que não perdi totalmente o hábito: foi na Páscoa. Presenteei uma pessoa muito especial com um coelho de pelúcia e uma carta.

Para mim não basta ter uma Caixinha de Recordações na mente e no coração. Me agrada a idéia de saber que a minha caixinha está dentro do armário, já rasgadinha, amarelada, permitindo apesar do tempo, dos distanciamentos e das perdas, ter perto de mim lembranças "vivas" das pessoas que passaram pela minha vida e deixaram, literalmente, lembranças!

Contudo, o que vale é demonstrar o carinho que temos pelas pessoas, seja da forma que for.

E a propósito, você lembra de quando e para quem foi o último bilhete/carta/recado que escreveu?

terça-feira, 14 de abril de 2009

Sempre mais

O dia ficou nublado. Rafaela não sabia mais se era o começo ou o fim. Estava triste pela forma com que terminaram a conversa ontem. Mas ao mesmo tempo perguntava a si mesma: havia motivos para ficar triste? Já tinha recebido tantas provas de carinho e atenção nos últimos dias... Sim, sua consciência, seu lado racional dizia isso. Mas ela queria mais. Sempre mais. Eterna insatisfeita.
A noite caia, já era tarde. Deitou e pensou novamente em tudo isso. Fez então o propósito de esperar, quietinha no seu canto. Nada de telefonemas, nada de provocar encontros e nem de escrever e-mails, pelo menos por algumas semanas. Hora de recuar.
Será que ela agüenta?
Enfim adormeceu, com esperanças de ter bons sonhos.
Amor, carinho, ou idéia fixa?
Nem Rafaela sabe!

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Idéia fixa

Há não muitos posts atrás, citei minhas aulas de Literatura Brasileira, do Ensino Médio. Nos últimos dias tenho lembrado-me muito delas.
Sábado, sem mais nem menos, esbarrei na professora destas memoráveis aulas.
Emocionante. Uma das minhas mães do coração.
Acabei descobrindo que hoje é seu aniversário.
Parabéns a esta que compartilha comigo sua paixão pela Literatura Brasileira Clássica e que se emociona comigo, sentindo as palavras que lemos.

*

Analogia às minhas idéias fixas.

"A minha idéia, depois de tantas cabriolas, constituíra-se idéia fixa. Deus te livre, leitor, de uma idéia fixa; antes um argueiro, antes uma trave no olho.
Era fixa a minha idéia, fixa como... Não me ocorre nada que seja assaz fixo nesse mundo: talvez a lua, talvez as pirâmides do Egito, talvez a finada dieta germânica. Veja o leitor a comparação que melhor lhe quadrar, veja-a e não esteja daí a torcer-me o nariz, só porque ainda não chegamos à parte narrativa destas memórias. Lá iremos. Creio que prefere a anedota à reflexão, como os outros leitores, seus confrades, e acho que faz muito bem. Pois lá iremos. Todavia, importa dizer que este livro é escrito com pachorra, com a pachorra de um homem já desafrontado da brevidade do século, obra supinamente filosófica, de uma filosofia desigual, agora austera, logo brincalhona, coisa que não edifica nem destrói, não inflama nem regala, e é todavia mais do que passatempo e menos do que apostolado.
Vamos lá; retifique o seu nariz, e tornemos ao emplasto. Deixemos a história com os seus caprichos de dama elegante."


Memórias Póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Borboletas na minha janela


Registro feito por mim, da visita de uma borboleta em meu quarto, num dia de sol.

Há borboletas rondando minha janela. Lindas borboletas!

A imagem fala por si só.



segunda-feira, 6 de abril de 2009

Palavras apenas

Final de semana tranquilito no más...
Muitas leituras, muitos pensamentos e tranquilidade, apesar do turbilhão.
Contraditório?
Talvez...

Ontem Novo Hamburgo completou 82 anos.
Como ando vivendo de História, torna-se inevitável citar este fato.

E para quem possa interessar, reitero que minha alma tem vivido de História, Turismo e Literatura Brasileira. As leituras têm me feito companhia em uma fase que sinto necessidade de ficar só. O fascínio pelos livros e pelas palavras é crescente, o que me faz lembrar das aulas de Literatura Brasileira, que iniciaram deveras, no Ensino Médio e provocaram encantamento, me fazendo suspirar .

"Minhas desequilibradas palavras são o luxo do meu silêncio."
Clarice Lispector

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Minha vida, meus mortos, meus caminhos tortos

Ontem me perguntaram assim: "Vanessa, tu tens 19 anos?". Respondi que sim. Até aí, tudo bem! Logo em seguida, a pessoa tornou a dirigir-me uma pergunta: "Então vais fazer 20, neste ano?"

Nossa, tenho consciência de que tenho 19 anos, mas não de que farei 20. Você pode estar se perguntando: qual é a diferença? E: será que ela faz aniversário amanhã? Que desespero é esse?

Não, faltam alguns bons meses ainda e não estou desesperada, mas...

Praticamente duas décadas de existência! Tempo suficiente para ter histórias para contar, fatos para relembrar... O bom e velho saudosismo de sempre!

Vinte anos! Menos tempo do que durou a Grande Guerra, mas mais tempo do que muitos casamentos e amores duraram...

Longe de mim estar me sentindo velha, mas não vou negar que fiquei relembrando muitas coisas.

E bem sei também que números não fazem tanta diferença assim. Após mais um aniversário, no dia seguinte, o que muda? Nada. Essas coisas da vida, dentro da gente, não costumam mudar da noite para o dia. São modificações graduais.

Mas fica aqui o registro de que assustei com o tempo. O tempo e o vento!

E você, o que me diz?

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Meus olhos interrogam seus olhos


"Não há remédio certo para as dores da alma; esta senhora definha, porque lhe parece que a não amo; dou-lhe o Rio de Janeiro, e consola-se. E porque era homem estudioso tomou nota da observação."

O Alienista - Machado de Assis

Acabei de ler este livro. Após este trecho, parei e refleti.
A felicidade é realmente estruturada em momentos isolados da vida. Sabemos que não há felicidade absoluta, plena. Ás vezes sentimo-nos infelizes, sós... e uma notícia, um acontecimento, uma pessoa, tem o poder de devolver-nos o brilho dos olhos e o sorriso radiante.
[O Grito - Edward Munch]

Será tudo tão efêmero?

Aos que se interessam por leituras que envolvam psicologia, fica a dica do livro.


Será a Casa Verde meu refúgio e meu fim?

Meus olhos interrogam seus olhos!

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