sábado, 29 de agosto de 2009

Foram tantas as vezes que retornara feliz, mas com uma insegurança indescritível. Na despedida, embora houvesse um “até logo”, sentia como se um pedaço seu tivesse indo embora, sendo levado, arrancado de si.

Agora, pela primeira vez estava feliz e tranqüila. Talvez o sentimento tivera amadurecido.
E era tão boa a sensação. Estava aprendendo a ir e voltar. Algumas lágrimas ainda caiam, inevitável isso, tinha essência emotiva. Mas agora caiam acompanhadas de um sorriso iluminado, que denunciava seu atual momento. Os outros não compreendiam, mas quem de fato importava a amava, e isso bastava.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Da vida dela

Parece que está levando a vida que quer.
O que e quem ela possui, parece ser o bastante para viver feliz.
Os sonhos e devaneios não perderam o espaço em sua vida.
Mas está aprendendo a se acalmar e a levar a vida simplesmente.
Talvez essa calma venha da segurança que tem sentido ultimamente.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Poetinha

Quanto mais leio,
Mais quero escrever.
Está virando mania.
Parece doença a corromper.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

LEVEmente

Eram diversas as sensações.
Estava crente em si mesma.
Sorria sem motivos claros que justificassem.
Cantarolava qualquer coisa pelos cantos.
As palavras que lia naquele instante,
Tocavam profundamente .
Ela tinha uma essência sensível.
Cada coisa tinha um encanto diferente.
Sentia um êxtase,
Uma razão de ser.
Liberdade era pouco para descrever o que sentia.
Podia voar.
Tinha plena convicção disso.
E o que possuía bastava.
Era pretensiosa,
Mas estava em um estado de espírito,
Que nem imaginava um dia chegar.
Por hora nada mais era necessário.
Flutuava sem sair do lugar.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Palavras ao vento

Às vezes parece que não é mais possível separar a realidade da imaginação e do que se encontra na dimensão do desejo.
Há uma busca por explicação e coerência que ocupa muito do tempo.
Os fatos ocorrem e passam e nada parece estar a contento.
Talvez chuva.
Talvez vento.
Cada célula a escrever um soneto.
E os olhos apesar de sinceros insinuam ainda guardar um grande segredo.
O mistério de tudo a volta instiga.
A paixão parece ter sofrido mutação.
Dentro da cabeça há uma pulsação.
Que agita.
Confusão mental.
Que resulta em mais uma crise existencial.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Adoçado com carinho

"Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro."

[Trecho de "Tabacaria" - Poesia de Álvaro de Campos - Fernando Pessoa]

É como se Pessoa tivesse escrito minha alma.
Ganhei o livro das Poesias Completas de Álvaro de Campos.
O mais incrível é que não conhecia e já sinto como se estivesse lendo minha própria alma.
Grandes e mais identificações.
Talvez o segredo esteja no fato de dispensar o açúcar comum e adoçar tudo com carinho e sensibilidade.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Apenas poesia na casa vazia

No silêncio da casa vazia sentia-se sozinha.
Andava de um lado para o outro sem saber o que fazer.
Buscava algo para passar o tempo e amenizar a angústia que pulsava em seu peito.
Histeria.
Estava totalmente vazia.
Teve vontade de gritar para arrancar o que lhe corroia.
Por vezes considerava-se ridícula.
Ora se contentava com tão pouco...
Ora nada era o suficiente para fazê-la feliz.
E pensava...
Será que viveria eternamente dependente e descrente?
Insegura, imatura.
Mais um dia se fazia.
O vento soprava.
E nada acontecia.
O telefone tocara.
Grandes fantasias.
Apenas poesia.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Incoerência na essência

Talvez ela não se reconhecesse mais. E a angústia era proveniente dessa sensação de não saber mais quem era. Ela buscava explicações nas leituras de Psicologia, nos romances simples, nos versos dos poetas, nas conversas com seus íntimos. Pensava até em meditação.

Suas sensações e sentimentos pareciam fugir totalmente de seu controle. Sentia algo que se parecia com medo. Buscava incessantemente por respostas e acalento. Será que ninguém podia ajudar?

Tinha um fogo em suas mãos e dentro de si, parecia sentir desapego. Desapegada a tudo. Será mesmo? Ou talvez fosse justamente o contrário. As antíteses e as hipérboles sempre foram suas companheiras. Questionava tudo agora. Tudo lhe soava falso.

Até o que se passava dentro dela parecia invenção. E talvez fosse.
Não sabia se estava amadurecendo ou retrocedendo. Eram sinais que ela não conseguia captar.
Não havia nem lágrimas para chorar!

Penumbra

Sentia agonia
apatia
doia.
A porta fora fechada
permanecia
calada
chocada.
Foi dormir
se iludir
sucumbir.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Cruel despertar

Se o coração agora de leve pulsa
E a alma já está enfadada
Algo se perdeu no caminho
Cansou-se também de esperar
É hora de viver
Parar um pouco de sonhar.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Espera a esperança

[Foto: detalhe do Museu Frida Kahlo - Casa Azul]

Não há promessa que não iluda.

Não há resposta que satisfaça.

Há impaciência e aflição na espera.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Existe?!

Rose procurava agora, encontrar a solução para tudo, em paz.
Ela estava de fato extremamente envolvida pela Psicologia.
Não leve a mal. Estava mental.
Pensamentos e sonhos estranhos surgiam em sua mente.
Questionava extremamente.
A procura do seu eu.
Ela descobria muitas coisas.
E descartava tantas outras...
Emocionava-se, ainda chorava.
Os números não eram nada.
O exato definitivamente, ali não imperava.
E a lua era a eterna testemunha, que a partir de então, se impunha.

sábado, 8 de agosto de 2009

Chove LÁ FORA

Foto: Águas de agosto, por Vanessa.

Choveu forte ontem e continua chovendo.
E em meio a nebulosidade, ganhei de fato a lua de presente.
Eu gritei. Eu falei o que quiz. Não chorei.
Fechei os olhos, apertei-os.
Luz nos olhos, mesmo numa noite chuvosa e nebulosa.
Lá fora, a lua irradiou e elevou.
Quase a alcancei.
Mas sabemos que o céu parece ser, de fato, o único limite.
"Hoje: vintever."
Parece!

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Verso incerto

De tudo um pouco.
Quando o olho brilhou, entendi.
Quando me encontrei, me perdi.
Sorri, que o mundo segue seu caminho.
Já esqueci.
Os olhos revelam.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Fases e faces

Ela ri e às vezes também sorri.
As coisas tomam proporções que assustam levemente.
Mas é susto bom esse.
Ela vai lutar e cantar o que lhe encanta.
Ah... esses lugares que reacendem o que há nas profundezas.
E nem se explica.
Se recita.
Força peculiar esta que acompanha o meu pulsar.
E se aplica.
Emociona.
E retoma.

(A língua portuguesa formal talvez se decepcione com essa maneira de escrever. Por vezes torna-se inevitável. Mas a licença poética perdoa e logo entoa um grito de defesa ao longe a ressonar. É impossível não rimar. A rima te irrita? Desculpe, mas ela me encanta. E canta...)

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Descompassado equilíbrio

(Foto: Vanessa H. e a geada em Bom Jesus)
Os mil pedaços de idéias estão sendo espalhados por esse vento, que hoje balança lá fora e dentro de mim. As leituras têm ocupado praticamente todo o meu tempo livre (4 livros, simultaneamente!) e meus pensamentos também. Retomei também nesse recesso o gosto de ficar com as letras e com meus pensamentos – sem compromisso formal e cobrança intelectual (que geralmente vem de mim mesma). Estou retornando para meu mundo particular. Cada vez mais imersa nele e em mais alguns poucos mundos que me foram abertos e hoje são vitais.

E o que era vital há um ano atrás, parece agora não ser mais. Talvez eu nem saiba mais distinguir... O gelo me remete a pensar. O frio no contexto interno atual, vem balizar.
Neste ano, posso sentir o aroma agostino de forma diferente a me envolver.

Ela cresce, parece!

sábado, 1 de agosto de 2009

Aos "insípidos"

E vão se admirar
Os que a virem passar
Acompanhada novamente de quem só a faz desviar (!)
É isso que estão a pensar?
Os olhos parecem desaprovar.

Ensina a refletir, a viver.
E ela quer se espelhar
Encontrou uma referência.
A troca legitima.
Cúmplices, elas não irão se abandonar.

E o mundo quer logo interpretar.
Amizade de verdade.
"Carga de inteligência e emoção que cruza os caminhos"
"Va, as pessoas não entendem"
E para quê explicar?

*

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