quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

A tal da poesia


Seria tudo uma grande balela talvez!
Às vezes sentia um grito profundo que vinha de dentro e rompia com a segurança e a simetria de sua vida.

Os sonhos agitados daquela noite de verão e as tardes de calor geravam tal desconforto psicológico e físico, que refletiam severamente em seu comportamento.

A mansa melancolia e a sua própria incompreensão faziam o pêndulo do relógio não andar!

Esperava a tal hora marcada chegar, para que por um tempo determinado e cronometrado pudesse viver o tal amor.

O limite entre a noite e o dia já não mais a fazia estremecer.

Esperava o alvorecer, quem sabe, trazer a evolução da liberdade com a qual sonhava.

Será que existia?

Seus próprios pensamentos e gestos escondiam os soluços secos, que eram consequências da verdadeira alegria!

De fato não sabia que a plena felicidade não era composta por aquela velha euforia que sempre sentira.

Agora o amor que vivia lhe trazia a metade que faltava, composta pela tranquilidade que até então não conhecia.

1 comentários:

o lado B do lado B disse...

Volta afiada!
Saudades ja eram grandes de suas composicoes de palavras...
A poesia é teu sangue.

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