quarta-feira, 23 de junho de 2010

Fôlego


Não se sacia.
Não sabe.
Não quer saber.
Foge do que não lhe traz satisfação.
Recupera a razão.
Só quer sentir-se cada vez mais mulher.

domingo, 16 de maio de 2010

Embalos


Com todo o embalo do vinho tinto barato
Eu penso no que eu fiz
Eu deliro
Nós deliramos
Talvez eu já não tenha mais a prudência de outrora
Mas é assim que eu agora me reconheço; incontida, multicolorida
Guardando no silêncio a ânsia de gritar

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Minha razão

Aquelas investigações críticas e racionais.
As falas complexas, reflexões intrínsicas, linguagem formal.
E em meio a esse mundo dito racional, vivo em outro paralelo e particular.
Onde cada ato tem um sentido independente de toda essa lógica.
Seguindo os próprios preceitos, vivendo na leveza e no ritmo dos batimentos.
Para isso tudo há um nome, que fica subentendido no sorriso.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Esse momento!

Aquela inquietude ainda e sempre no olhar!
Aqueles sonhos!
Agora acredita sim em milagres!

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Lançando


Aquela liberdade

Já não mais importava tanto

A alma de outra forma então pulsava

E era palco de novos conflitos

Abandonava-se às vezes à própria sorte

Desalinhava-se

Respirava com fúria

Amor e desejo a compunham

Vivenciava intensamente esses novos e fortes ares

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

A tal da poesia


Seria tudo uma grande balela talvez!
Às vezes sentia um grito profundo que vinha de dentro e rompia com a segurança e a simetria de sua vida.

Os sonhos agitados daquela noite de verão e as tardes de calor geravam tal desconforto psicológico e físico, que refletiam severamente em seu comportamento.

A mansa melancolia e a sua própria incompreensão faziam o pêndulo do relógio não andar!

Esperava a tal hora marcada chegar, para que por um tempo determinado e cronometrado pudesse viver o tal amor.

O limite entre a noite e o dia já não mais a fazia estremecer.

Esperava o alvorecer, quem sabe, trazer a evolução da liberdade com a qual sonhava.

Será que existia?

Seus próprios pensamentos e gestos escondiam os soluços secos, que eram consequências da verdadeira alegria!

De fato não sabia que a plena felicidade não era composta por aquela velha euforia que sempre sentira.

Agora o amor que vivia lhe trazia a metade que faltava, composta pela tranquilidade que até então não conhecia.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Câmbios e tcha tcha tcha...


Coisas que eu já não sinto da mesma forma. Não estou eu mais naquela fôrma que me acompanhou por tanto tempo? Aquela poeira, aqueles ares secos me fizeram refletir. Só voltei depois das seis. Precisava ainda de símbolos para todas aquelas novas coisas? E aquele presságio, o tal já referido há algum tempo se confirmou e é mais forte doque se pensava!

A fome moderada, ou melhor, transformada, não assustava. Fase adulta... insulto! Análise profunda. A mistura da tal poeira desértica com aquela água gelada verde, incendiou e ainda incendeia a guria que aqui novamente escreve e descobre o que é a busca incessante , tão distante! Cante! Espelho e reflexo!