sábado, 23 de maio de 2009

Esplêndidas exclamações

Parecia mesmo um sonho.
Mas não fazia sentido.
Refletia sozinha: com seus pensamentos, medos, aflições, ilusões, desejos, devaneios e lágrimas.
Veio então a sensação de liberdade e de prisão por própria vontade.
Descobriu que cativara.
Sentiu-se protegida e a fragilidade que sempre a acompanhara agora parecia ser sua própria salvação.
A reciprocidade era seu consolo, força e escudo.
Contemplação e interação.
Tudo então soava diferente.
Nada, nem ninguém poderia aniquilar as lembranças e marcas que agora habitavam seu coração. Que vontade de cair em prantos e de sair correndo e gritando, sentia.
A solidão era vital: acalmava, clareava.
Voltou-se ao céu e agradeceu por cada uma daquelas horas, palavras proferidas, sorrisos, brincadeiras e carinhos.
Naquele exato momento suas lágrimas caiam como raros e preciosos diamantes, legitimando cada segundo vivido e sentido da maneira mais intensa e profunda que era possível.

2 comentários:

Nanda Andrade disse...

quantos posts q eu nao passava por aqui, tive q colocar pelo menos a leitura de uns 3 em dia. Ando corrida, queria mais tempo pra ler, pra escrever.

Amei (pra variar) o poema de hoje! muito lindo!

o lado B do lado B disse...

oba!!!!! sinto cheiro de novidades!! E....
Sinto q sei o q é! A menos q eu esteja mt enganado! mas acho q sei o q é! grande beijo amoor

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