sexta-feira, 15 de maio de 2009

Solidão acompanhada

E chega a época em que Bibiana descobre que sua própria companhia é uma das melhores.
Ontem chegou cedo na faculdade, encontrou por acaso uma grande amiga e recusou o convite para ir até o barzinho de nome criativo. A amiga insistiu, a chamou de maluquinha, mas respeitou sua vontade.
Bibiana realmente queria ficar consigo mesma e com suas músicas. E como se não bastasse, ao olhar para seu lado esquerdo, viu ao longe mais uma de suas amigas. Por incrível que pareça, torceu para que não a visse, ficou imóvel.
Resolveu então ir para um local mais escondido. Foi caminhando rápido... Sentou-se em um banco isolado, ao lado de uma escadaria. Sentia então o vento gelado em seu rosto e balançava o pé direito no ritmo da música que escutava. Estava tão longe, finalmente... Entre veludos e sedas...
Ouviu então ao longe, seu apelido sendo pronunciado. Assustou-se. Olhou a frente e era ela: a única pessoa com quem, naquele momento, gostaria realmente de conversar. O rosto de Bibiana iluminou-se com um sorriso. Ficaram ali sentadas no banco conversando, depois saíram a caminhar... Surgiu um convite para o início da semana seguinte, algumas combinações e confidências.
Era tudo o que Bi estava precisando naquele momento! Despediram-se e o vento gelado beijava seus cabelos. A música estava então em volume mais alto! O sorriso e a alegria eram perceptíveis a partir daqueles instantes. Bibiana convenceu-se mais uma vez de que existem encontros de almas durante a vida. Isso se comprovava novamente. Agradeceu no silêncio do seu íntimo!

Amor de verdade, amor de amizade!

1 comentários:

Nanda Andrade disse...

as vezes peço solidao, na maioria das vezes corro dela, as vezes tenho medo de como é minha relaçao comigo mesma,axo que tem tempos que tento lidar com isso... talvez uma vida

atendendo seu pedido, postei

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