sábado, 5 de setembro de 2009

Das razões e emoções

A luz da lua refletia no chão do apartamento. Atirada nas almofadas apenas vagava. As palavras ecoavam na mente e ela já não mais dominava seus pensamentos. Surgiam impulsos de pular, correr e gritar, sair por aí sem destino. Não cabia em si e não tinha freio que a segurasse.

Às vezes parecia uma miragem. Tudo era então diferente, parecia eterno de tão intenso e cada palavra tinha um sentido forte. Estava imbuída de um desejo de revolucionar. Mas permanecia fiel as suas novas grandes convicções.

Nem podia acompanhar as revoluções de sua própria mente. Arquitetava muitos vôos e acreditava piamente que a força de seu pensamento e a vontade que por horas parecia um tormento, lhe levariam para longe, para onde a concretização de seus sonhos se daria. Na memória carregava as emoções vividas e rebuscadas. Tinha o amor e a sede de chegar lá.

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