sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Incoerência na essência

Talvez ela não se reconhecesse mais. E a angústia era proveniente dessa sensação de não saber mais quem era. Ela buscava explicações nas leituras de Psicologia, nos romances simples, nos versos dos poetas, nas conversas com seus íntimos. Pensava até em meditação.

Suas sensações e sentimentos pareciam fugir totalmente de seu controle. Sentia algo que se parecia com medo. Buscava incessantemente por respostas e acalento. Será que ninguém podia ajudar?

Tinha um fogo em suas mãos e dentro de si, parecia sentir desapego. Desapegada a tudo. Será mesmo? Ou talvez fosse justamente o contrário. As antíteses e as hipérboles sempre foram suas companheiras. Questionava tudo agora. Tudo lhe soava falso.

Até o que se passava dentro dela parecia invenção. E talvez fosse.
Não sabia se estava amadurecendo ou retrocedendo. Eram sinais que ela não conseguia captar.
Não havia nem lágrimas para chorar!

3 comentários:

o lado B do lado B disse...

Um dos teus melhores posts!!!
Tem alma.
Será que poso ajudar?
me diga, posso ajudar?

Nanda Andrade disse...

A-MEI!
muito bom!
sempre bom!
saudades...

Lucas disse...

Poema que expressa vida, que tem espiríto... com certeza muito bom.

Fantástico é quando tu consegues expor o que passa dentro de ti para o papel, não interessa rima, não interessa o que digam os críticos, não interessa a métrica... só o que interessa é a alma por trás das palavras

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